quarta-feira, 26 de abril de 2017

Continuar a ser feliz.

                                                                                           Foto e texto de Gaspar Ferreira





                                                                                       
A natureza está sempre no meu horizonte visual. O campo e a praia.
Sempre que posso, passeio pelas cidades, vilas e aldeias do meu país.
Dou por mim a pensar que o meu país tem tudo para me satisfazer. Campo e praia.
Nestes passeios que vou partilhando com a minha namorada, vou assimilando a paz muito necessária para o meu espírito.
Não fico indiferente ao que vejo e acabo por pensar, porque assim mandam as minhas convicções, que sem o Criador nada disto existiria. 
A luz que me ilumina faz com que eu sinta esperança nos dias bons e menos bons. 
Partilho tudo isto com uma carícia e com uma tranquilidade que só quem está a meu lado se apercebe.
Busco a força do Divino para me levantar o ego e assimilo a sabedoria Dele para que em alguns momentos da minha vida, possa superar as dificuldades da mesma e seguir em frente sempre com esperança de que tudo se consegue ultrapassar.
Em Jesus, está a força e a luz que acende em mim o desejo de continuar a ser feliz.









                                                                                            " No Alcance do sonho "  

terça-feira, 4 de abril de 2017

A mensagem de Jesus II

                                                                                                          Foto de Autor Anónimo




                                                       Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João


Naquele tempo, Jesus foi para o Monte das Oliveiras. Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo e todo o povo se aproximou d’Ele. Então sentou-Se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?». Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar. Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão. Como persistiam em interrogá-l’O, Ele ergueu-Se e disse-lhes: «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra». Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão. Eles, porém, quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio. Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Jesus acrescentou: «Também Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar». 
Palavra da salvação

A justiça, a bondade, a inteligência e o perdão de Jesus.




                                                                                    

                                                                                      " No Alcance do Sonho " 

Cinco pães de cevada.

                                                                                       Foto de autor anónimo




                                                    
                                                                                        Texto de Artur Soares



Sabe-se que a Terra e o Mar, ou seja, o planeta em que nos encontramos, fornece tudo a todo o homem do que necessita para viver, sem quaisquer falhas. E aquele que crê em Deus e O tem como o Criador, não duvida que assim é. Só que, como afirmou um Bispo português há mais de quarenta anos, “de tudo o que a Terra e o Mar fornecem, chegava e sobrava para toda a Humanidade se, cada homem levasse para casa somente o que precisasse”.
O homem é naturalmente açambarcador. Vive engessado no egocentrismo, não distingue o egoísmo normal dos cinco ou seis anos de idade e os mais de quinze depois: sente-se exclusivo e, portanto, só o seu eu existe. Mas há excepções: nos santos ou nos que caminham para a santidade - os primeiros só consomem para sobreviver e, os outros são generosos. Excluindo estes, existe (ainda) outro género de homem – o avaro.
 Conta-se que um avaro, chamou dois advogados e disse-lhes: “não quero deixar nada a ninguém, nem a familiares. Quando morrer levarei o dinheiro nos bolsos para a tumba”. Um dos advogados sossegou-o e o homem, poucos meses depois faleceu. Findas as cerimónias o segundo advogado pergunta ao colega: “como resolveste o problema do dinheiro deste cliente?” - “A mando dos herdeiros passei-lhe um cheque e leva-o no bolso” - respondeu.
Há quem não conheça, não veja e não se aperceba dos outros. Esses, não conhecem a fome de ninguém e se dela ouvem falar, consideram-na tão normal como se estivessem fartos. Jesus Cristo no Seu tempo, quando usava os pontos mais altos e as praias para pregar – pois não tinha universidades para fugir das intempéries – teve de enfrentar, no período da Páscoa, o problema da fome de uma multidão que O seguiu e escutou. Por ter sido assim, interrogou os apóstolos sobre as possibilidades de comprar pão e matar a fome daquela gente. Que não. Não havia possibilidades. O dinheiro que tinham era muito pouco para tão grande necessidade, pelo que, só Ele se podia alimentar se, a generosidade de “um rapazito” fosse possível, uma vez que ele tinha numa bolsa “cinco pães de cevada e dois peixes”.
Assim, Cristo, “tomou os pães e os peixes e, tendo dado graças”, distribuiu-os para toda a multidão, que ficou saciada e ainda sobraram doze cestos de pedaços de pães que Cristo pediu para recolher. Ora Jesus Cristo só quis anunciar à multidão que Ele era o Verdadeiro Pão da Vida. Porque todo o pão material é fornecido para todos os homens pela Terra e pelo Mar. Logo, é aos homens que compete, não fazer o milagre dos pães e dos peixes como Cristo fez, mas fazer o milagre/dever da justa distribuição, do nulo açambarcamento, do nulo e infantil egoísmo, das atitudes rapaces dos poderosos, dos usurários das sociedades secretas e dos avaros que levam cheques nos bolsos a caminho da tumba.
Os poderosos do mundo, dão, sempre procuraram dar em vez de pão, pedras e granadas e em vez de peixe, ódio e armas. O homem de hoje exibe em qualquer canto os cinco pães de cevada, mas não é capaz de, dos seus pães oferecer um ao vizinho, ao amigo, ao seu semelhante.
O mundo deste século, segundo o Programa Alimentar Mundial, tem 20 milhões de pessoas que podem morrer de fome até ao fim deste ano de 2017. A guerra do Iémen, do Sudão do Sul e Nigéria e a seca na Somália, totalizam estas ossificações humanas. O director da UNICEF, identificou que destes 20 milhões, milhão e meio são crianças. Ora tal situação, tal desgraça, levou já a que o chefe das operações humanitárias da ONU, afirmasse que é impossível chegar às vítimas, pelo que a situação só vai piorar, avisa, “uma vez que a guerra civil entre o Governo e rebeldes xiitas, a Arábia Saudita lançou uma intervenção militar, que impede a chegada de alimentos às populações”.
Os poderosos deste mundo, os fabricantes de armas e não fabricantes de pães, são a vergonha da civilização, são a antítese do Bem, são os que matam o milagre dos cinco pães de cevada e dos dois peixes, na sacola do “rapazito” do evangelho.
A guerra dos poderosos no Iémen já tem cerca de 2000 mil crianças mortas, 2500 mutiladas, 1600 crianças recrutadas para combater - números fornecidos pela UNICEF, que denuncia ao mundo, às nações e aos Governos, onde ninguém é ninguém. Também estamos na Páscoa, existe esta concreta multidão com fome no mundo e, no tempo que corre, nem tão pouco há, para eles, os cinco pães de cevada e os dois peixes para distribuir.







                                                                                       



                                                                                   " No Alcance do Sonho "





     

                                                                                                                            

sábado, 1 de abril de 2017

Às vezes...

                                                                                          Foto de autor anónimo





                                   

                                                                                     Texto de Gaspar Ferreira



Às vezes questiono-me se trato bem os outros, os que estão próximos de mim.
Tento sempre fazer o meu melhor. Fazer aos outros aquilo que eu gostaria que me fizessem a mim.
Estou assim na vida. 
Se eu fosse perfeito não teria que fazer qualquer tipo de reflexão acerca de mim. Não sou perfeito mas tento ser o melhor que posso para todo o meu próximo.
As minhas fragilidades como ser humano são uma forma de reflexão para comigo mesmo.
Peço a Jesus que me ilumine e eu lhe possa dar espaço no meu coração para que Ele penetre com a sua bondade no meu íntimo.
Penso que quanto mais espaço eu tiver no meu coração para o amor de Jesus, mais serei capaz de amar, respeitar e entender o meu próximo que se irá cruzar no meu caminho.








                                                                                     " No Alcance do Sonho " 

Mais bem gasto.

                                                                                                 Foto de Luís Capela







                                                                                                 Frase de autor anónimo 




         O meu tempo pode não ser todo para ti. Mas o que for será sempre o mais bem gasto.







                                                                                    " No Alcance do sonho "