sexta-feira, 29 de junho de 2012

Tempo de infância.

                                                                      Foto e texto de Gaspar Ferreira

Recordo com muita saudade os meus tempos de criança.
Ao domingo à tarde, passeava com a minha mãe de mão dada e sentia-me seguro com a companhia da minha mãe! Quem não se sente?
Passeei muitas vezes, passávamos por campos de flores, via as casas de pedra antigas, os tróleis que pareciam não ter fim. Conversava com a minha mãe e ela ensinava-me muitas coisas, respondia às minhas perguntas sempre a andar a pé calmamente, fazíamos companhia um ao outro durante o passeio que quase sempre era uma ida à casa da minha avó.
Agora, estou com a idade que a minha tinha quando passeava comigo, sempre que posso estou com ela.
Agora dou-lhe a mão com muita ternura e amor, guiando-a por um bom caminho para não tropeçar nas pequenas pedras que pisa. 
Penso mais uma vez na minha infância, aí era a minha mãe que cuidava de mim para eu não cair ou tropeçar.
Aquilo que me vem à memória é que a vida acaba como começa, acabamos por ser outra vez protegidos e protegemos. 
A felicidade da minha infância é acima de tudo um momento de grande reflexão para aquelas crianças que não podem, não querem, não sabem aproveitar e gozar bem um tempo que jamais volta, um tempo que jamais é real, tão real como o nosso ser.
Poderão alguns pais andar distraídos?
Cada momento da minha vida é sempre um momento que eu não sei se se repetirá. Tento estar sempre atento!

                                                                                     " No Alcance do Sonho "

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